em meu recinto
da mais pura e cognitiva depreciação
aonde o tempo nunca passa
e o silêncio ruge, como uma besta
a besta da depressão
não quero mais conviver
me recuso a conviver
e aceitar em fazer parte
dessa atrocidade
veemente desperdício de vida
chamada humanidade...
agora olho para o precipício
que se abre em meu peito
e mergulho aos mais profundos e derradeiros dilúvios
de pensamentos e martírios
pois não existe ninguém nessa vida
pra se fazer presente de verdade
todas as pessoas são falsas
perto da absoluta...solidão....
e abraço a minha auto-destruição
como se fosse uma eterna novena de caos e sofrimento
marchando sempre em frente a um abismo
caindo eternamente em solidão